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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Conclusão...

Deixei de fumar. Ou melhor, há já 36 horas que já não pego num cigarro. Sinto-me bem... Sei que não tenho o hálito fétido de fumador porque não sinto a língua fumada nem pegajosa. Ter uma pastilha elástica sabor a morango na boca também ajuda! Mas também sinto aquela ansiedade sempre presente, a opressão no peito e aquela vontade irracional de foder os meus pulmões... Ah lá ver se aguento.
Se bem se lembram do último post, a opção era comprar uma arma e mandar desta para melhor o meu chefe, ou deixar de fumar!Tudo porque o homem decidiu chagar-me com a história de que o tabaco era mau e não sei quê a cada hora do meu dia. Como as armas são caras...
Pelo menos pra quem não vive na Quinta da Fonte... Segundo me disseram, lá as armas nascem nas árvores. Primeiro pensei que fosse treta, mas foi então que vi isto:



De facto continuo a achar que não nascem em árvores, até porque toda a gente nas imagens tem pelo menos uma arma, e toda a gente sabe que em Portugal a agricultura é quase de subsistência. O que eu acho preocupante é haver tantas armas e não haver paz e harmonia naquele bairro! Passo a explicar! Andava eu à procura de matéria para continuar a escrever neste muito brioso Blogue, na sequência do último post, quando me deparei com esta pérola. Para quem não tiver com pachorra para ler, eu sintetizo: Trata-se de um artigo publicado num site que defende a Liberdade sob a forma de uma pistola. Obviamente o site é Norte Americano. Só nos Estados Unidos é que se pode fazer uma deturpação a este nível! O autor é um habitante da pacata cidade de Kennesaw, no estado da Geórgia, e no texto rejubila alegremente, gabando a grande lei que vigora na cidade que obriga todos os seus habitantes a usar uma arma de fogo! Ele garante que a taxa de crimes desceu e que vivem todos em paz e harmonia! Mais, este arauto da concória chega a afirmar que é o canto mais livre do mundo, aquele em que as pessoas são livres de carregar uma arma para onde quer que vão! Que não há pessoas livres se não tiverem uma arma! Que o facto de não se possuir uma arma é escravidão! E tem razão... Vejamos outra vez as imagens em cima. Vejamos a liberdade com que se dispara em plena praça pública! Vejamos a harmonia que ali existe, em que o cigano deseja que o africano vá pacificamente, sob a atroada de salvas de tiros, encontrar o criador! Como, harmoniosamente, o africano se oferece para fazer o mesmo pelo cigano enquanto dispara sobre ele! Oh, sim! É a conciliação em toda a sua plenitude! É vê-los a partilhar chumbo!
E é um facto que me sinto escravo do meu chefe...
Ah, se eu tivesse uma arma!!!

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