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Olha, eu acho que até sou um tipo porreiro, pah...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Manigâncias...
Forças que se movem pela sombra...
Destino?
Não...
As acções tecidas às claras pelos homens têm resultados escondidos, misteriosos. O mal que surge aparentemente do nada, de facto surge do que mal foi feito. Karmico, acho que é assim que se diz.
Mas nada faz mal, se não cair em saco roto. Os erros constroem-nos. Somos torres erigidas pelas falhas que tivemos de compor, pelas lágrimas que choramos. Também pelas alegrias e sorrisos, mas nestes o cimento é fraco. Nada como um bom e gordo sapo engolido para nos fazer fortes. Custam a engolir, mas ajudam muito a crescer. Como as couves de Bruxelas.

O que escrevi... que se lixe.

terça-feira, 17 de março de 2009

Jeremias

Jeremias estava rodeado pelos fortes pinheiros bravos e por alguns eucaliptos sempre sequiosos. Caminhava a passo acelerado, trazendo apenas vestido uns calções e uma t-shirt, agasalhos frágeis para a temperatura amena do inicio da Primavera. Na mão carregava apenas uma garrafa de água, daquelas de meio litro, e já com metade cheia de ar. Respirava ofegante, virtude dos cigarros que fumara abundantemente ano após ano no corre-corre do dia-a-dia. Agora que necessitava dos seus pulmões, estes traiam-no, tal como ele os tinha traído a cada maço de cigarros fumado.
Mais um gole da garrafa, e mais ar ocupa o lugar daquela preciosa água que se vai escasseando. A pouca luz no final de tarde tornava o ambiente sombrio, e os pinheiros tornavam-se ameaçadores, brandindo as suas agulhas como acutilantes punhais movidos pela força de um vento suave, mas arrepiante.
O coração trota nos seus ouvidos, tal como martelo em bigorna. sente a sua pulsação galopante no peito.
Aquela sensação começa a chegar. Veio em passos leves, à velocidade do crepúsculo, e instalou-se em si. Finalmente já não é só uma sensação. É agora um sentimento que se torna agudo quando a última gota de àgua lhe cai na boca, deixando a sua garrafa guardando algo que o cerca por todos os lados, ar.
Inevitavelmente, abandona o circuito de manutenção desenhado na mata e mete-se no carro, para ir pra casa.

No caminho fuma mais um cigarro.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sabem o que dava um grande filme?

Então é assim! Há três strippers, assim com mamas enormes, que partem há aventura pelo deserto. Pelo caminho deparam-se com um casalinho, matam o gajo e levam a gaja com elas. Ó despois encontram um velho que vive num rancho e anda de cadeira de rodas e tem dosi filhos e muito dinheiro. Elas tentam seduzir os filhos com os seus pares de marufas, mas o que elas querem mesmo é gamar a massa ao velho, mas parece que ele tem planos pra elas, planos esse que são muito mais tenebrosos. Pelo caminho acho que as strippers mamalhudas andam à pancada com muita gente... E dão porrada com generosos decotes! ui ui!!

Era grande filme, não era! Seis grandes marufas! Grandes touras a correr e a dar porrada... Ali! Conduzindo grandes carros! Com airbags... e tal...

Espera...

ESSE FILME JÁ FOI FEITO?

Como? O título é...

FASTER, PUSSYCAT! KILL! KILL!

Ah, os sixties! É de 1965 o filme! Um filme que é " Uma ode à violência nas mulheres, por Russ Meyer!"

Quentin Tarantino prepara-se para fazer um remake do filme.


Criminosos....

Será um criminoso sempre uma pessoa que opta por atravessar a linha da lei e da moral, ou será que se vê forçado a dar tal passo? Será esta uma pergunta legítima?
Será que numa sociedade que valoriza o consumo e o aspecto exterior uma alavanca para o crime? Será que uma mente frágil e com poucas restrições morais se deixa alavancar com facilidade?
Será que uma mente frágil e com poucas restrições morais o resultado de falta de orientação e de estímulo?
Será que se deixa de estimular as jovens mentes porque se vive numa cultura que valoriza o consumo?
Uma sociedade que vive para o consumo obriga a que se trabalhe mais e se ame menos?
Será o amor substituído pelo consumo?
Será que oferecer a melhor prenda substitui o mais pequeno afecto?
A falta de afectos construirá mentes frágeis?
A falta de afectos incute moral?


As respostas são simples e os resultados evidentes.